Professor do curso de Medicina Veterinária publica artigo científico sobre Sarna Sarcóptica

O pesquisador e professor do curso de Medicina Veterinária do Unilavras Ivam Moreira de Oliveira Júnior, é coautor do artigo que trata da Sarna Sarcóptica em cachorro do mato. Segundo o professor a doença acomete, principalmente a pele dos animais domésticos. O artigo científico foi publicado pela revista brasileira, de referência e conceituada – Pesquisa Veterinária Brasileira – Qualis A2.

“Acredito que o trabalho seja relevante, pois a doença é bem conhecida na clínica médica de animais de companhia, entretanto, pouco relatada em animais silvestres que, podem ser importantes na transmissão para os animais domésticos”, explica o professor.

O que é a Sarna Sarcóptica?

A sarna sarcóptica, ou escabiose, é uma doença dermatológica causada por ácaros da espécie Sarcoptes scabiei. O animal doméstico é o mais acometido pela sarna sarcóptica, principalmente cães de rua, semidomiciliados ou de abrigos para cães abandonados. Há, também, casos descritos em humanos e, nos Estados Unidos, em canídeos selvagens, como o coiote, a raposa vermelha e o lobo cinzento. No Brasil há relato de escabiose em cachorro do mato (Cerdocyon thous) (veja link artigo anexo). Os felinos raramente são infectados.

Os sinais clínicos observados com mais frequentemente em animais com sarna sarcóptica são: prurido (coceira) intenso, erupções eritematosas (avermelhamento da pele), alopecia (áreas sem pelo), crostas na pele e seborreia. O diagnóstico se dá através de raspado de pele e observação do ácaro ao microscópio óptico.

O tratamento em animais com escabiose é feito com medicamento de ação acaricida (que mata o ácaro) associado ao tratamento sintomático. Se houver infecção secundária por bactérias, é preciso utilizar antibióticos (sempre com receita do Médico Veterinário).

Os animais infectados devem ficar isolados dos demais e, a pessoa que estiver em contato com esse animal deve utilizar equipamento de proteção individual (luvas, roupa descartável) ao realizar o tratamento, pelo risco de transmissão direta da doença. O ambiente também deve ser higienizado e tratado com um produto indicado para evitar novos casos de escabiose.

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