Grupo de Integração Pedagógica promove roda de conversa “Responsabilidade profissional e segurança do paciente”

Na contemporaneidade, pensar na docência exige muito mais do que dominar conteúdos disciplinares. Exige abertura ao diálogo, capacidade de transitar por diferentes áreas do conhecimento e, sobretudo, sensibilidade para compreender a complexidade dos problemas reais que chegam à sala de aula. Foi com esse espírito que, no dia 3 de setembro, às 17h, o Grupo de Integração Pedagógica (GIP), por meio da professora Aline Fernandes Melo, promoveu a roda de conversa docente “Responsabilidade Profissional e Segurança do Paciente”.

O encontro reuniu professores dos cursos de Direito e Enfermagem em um exercício genuíno de transdisciplinaridade. A partir de casos concretos envolvendo erros em saúde e judicialização, surgiram discussões fundamentais: quais são os limites da responsabilidade profissional? Como garantir segurança ao paciente sem sobrecarregar o trabalhador da saúde? E de que maneira o Direito e a Enfermagem podem se reconhecer como áreas que se complementam no cuidado à vida e na busca pela justiça?

Essas reflexões evidenciam que a docência não é uma carreira solitária. Ao contrário, ganha potência quando abrimos espaço para escutar outras áreas, aprender com diferentes olhares e construir coletivamente caminhos pedagógicos mais significativos. O diálogo entre o jurídico e o clínico mostrou que a transdisciplinaridade não é apenas um conceito acadêmico, mas uma prática necessária para a formação integral dos estudantes.

O que se viu foi mais do que uma formação continuada: foi a oportunidade de repensar o papel do professor como mediador de saberes e como formador de profissionais mais conscientes, capazes de atuar em um mundo marcado por complexidade, incertezas e responsabilidades éticas. A roda de conversa demonstrou, em sua essência, que a educação transdisciplinar amplia horizontes, fortalece vínculos e prepara docentes e discentes para lidar com os desafios reais da sociedade.



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